GRAMADO

9 dicas do que não deixar de fazer em Gramado

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Descubra as 9 dicas do que não deixar de fazer em Gramado: Rua Coberta, Lago Negro, Acquamotion, Snowland e mais, com dicas práticas para montar seu roteiro.

Chegou em Gramado e não sabe por onde começar? A cidade tem tanta coisa boa espalhada entre o centro e a Avenida das Hortênsias que é fácil voltar para casa achando que “esqueceu” de algo. Os 9 itens abaixo são o que praticamente ninguém que visita Gramado deixa de fazer, e por quê.

1. Caminhar pela Rua Coberta

A Rua Coberta é o point número 1 do centro de Gramado, ligando a Avenida Borges de Medeiros à Rua Garibaldi em cerca de 100 metros. O nome não é força de expressão: a rua realmente tem uma cobertura, o que a torna um refúgio natural em dias de chuva.
O que poucos turistas sabem é que essa é também a “rua do tapete vermelho”: durante o Festival de Cinema de Gramado, é por ali que atores, diretores e produtores desfilam a caminho do Palácio dos Festivais, que fica bem em frente. Fora da época do festival, a rua funciona normalmente como point de cafés, lojas e restaurantes.

Fonte: Gramado Blog

Dica prática: o movimento muda bastante entre o dia e a noite. De dia, é melhor para compras e um café tranquilo; à noite, a iluminação e o movimento de gente tornam o passeio mais bonito, mas também mais concorrido, vá cedo se quiser fotos sem multidão.

Custo: gratuito, aberto o dia todo.

2. Ver o Lago Negro ao entardecer

O Lago Negro tem uma origem curiosa: a área, antes chamada Vale do Bom Retiro, foi destruída por um incêndio em 1942. O então administrador da região, Leopoldo Rosenfeldt, decidiu recuperar o local criando um lago artificial e plantando mudas trazidas da Floresta Negra alemã (Schwarzwald, em alemão), daí o nome “Lago Negro”, uma homenagem à terra natal dos colonizadores.

Hoje o lago tem cerca de 90 mil m² e fica cercado por hortênsias, azaleias e pinheiros que mudam de cor conforme a estação. A água é escura mas limpa e tratada, a cor vem do solo, não de sujeira. É proibido nadar (o lago chega a 6 metros de profundidade), mas o passeio de pedalinho é a atração principal: modelos em formato de cisne (para 2 pessoas) ou barco pirata/caravela (para até 4, sendo 2 adultos e 2 crianças de até 10 anos), com duração de cerca de 20 minutos. Idosos acima de 60 anos costumam pagar meia-entrada.

Fonte: Gramado Oficial

Dica prática: os preços do pedalinho variam bastante conforme a época e o operador local, vale confirmar no próprio quiosque do lago no dia. Se não quiser pagar pelo pedalinho, caminhar pela margem (com calçamento completo ao redor) já vale o passeio, principalmente no fim de tarde, quando a luz baixa deixa a água com um tom ainda mais bonito.

Custo: entrada gratuita; pedalinho pago à parte.
Horário: o parque fica aberto 24h; o quiosque de pedalinho funciona por volta das 8h30 às 18h (horários podem variar).

Endereço: Rua A. J. Renner, Bairro Lago Negro, Gramado/RS.

3. Fotografar a Rua Torta

Fica em frente à Praça das Etnias, uma homenagem aos imigrantes alemães, italianos e portugueses que colonizaram a região, o que torna fácil combinar as duas paradas na mesma caminhada.

A Rua Torta é conhecida como a “Lombard Street brasileira”, em referência à rua sinuosa mais famosa de São Francisco. A curva não é apenas estética: foi desenhada em 1922 pelo engenheiro Cal Henry para substituir uma escadaria de 27 degraus que descia a colina, tornando o trajeto acessível a veículos.

Fonte: Gramado Inesquecível

Dica prática: por ser um trecho curto e muito procurado para fotos, os horários de menor movimento costumam ser no início da manhã. À noite, a decoração de luzes (mais intensa durante o Natal Luz) muda completamente o visual da rua.

Custo: gratuito.

4. Deixar um cadeado na Fonte do Amor Eterno

Inspirada na Fontana di Trevi de Roma, a Fonte do Amor Eterno fica entre a Igreja Matriz São Pedro e o Boulevard São Pedro. A tradição é simples: o casal (ou qualquer pessoa que queira eternizar um sentimento) compra um cadeado nas lojinhas ao redor, costuma girar em torno de R$ 35, já com uma plaquinha para escrever os nomes, prende nas grades da fonte e joga a chave na água.

Um detalhe pouco conhecido: os cadeados originalmente ficavam pendurados no Mirante do Vale do Quilombo, mas foram removidos de lá por risco de a mureta ceder com o peso acumulado. A tradição migrou para a fonte atual, que hoje reúne milhares de cadeados coloridos.

Fonte: Tripadvisor

Dica prática: a área costuma ter fotógrafos ambulantes oferecendo fotos “de cortesia” que depois viram venda de álbum por valores altos, não há obrigação de aceitar, e dá para fotografar com o próprio celular sem custo.

Custo: entrada gratuita, aberta 24h; cadeado pago à parte nas lojas do entorno.

Endereço: R. Ângelo Bisol, 250, Centro, Gramado/RS.

5. Ter uma vista panorâmica no Mirante do Vale do Quilombo

A cerca de 850 metros de altitude, na Avenida das Hortênsias, o Mirante do Vale do Quilombo oferece uma das vistas mais abertas da região, morros, vales e araucárias emolduram o horizonte. É de fácil acesso tanto a pé (para quem se hospeda perto do centro) quanto de carro, com um recuo na estrada para parada rápida.

Fonte: Gazeta do Povo

Dica prática: vá ao nascer do sol ou no fim da tarde, quando a luz baixa atravessa o vale e realça as camadas de montanhas ao fundo, no meio do dia a vista fica mais “achatada” pela luz direta.

Custo: gratuito.

Endereço: Av. das Hortênsias, 2565, Vila Suíça, Gramado/RS.

6. Visitar o Mini Mundo

O Mini Mundo nasceu nos anos 1980 de um gesto afetivo: um pai e um avô queriam presentear os netos e construíram uma casinha de bonecas para a menina e um conjunto de castelos com trenzinho para o menino, instalados no jardim de uma casa em frente ao hotel Ritta Höppner. A curiosidade dos vizinhos e turistas transformou o presente de família na atração paga mais visitada de Gramado.

Hoje o parque reúne réplicas em escala 1:24 (ou seja, 24 vezes menores que o original) de construções do mundo todo, castelos alemães como Neuschwanstein, igrejas históricas, e também marcos brasileiros como a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, e o Gasômetro de Porto Alegre. Mais de 3 mil minibonecos povoam as cenas, com bombeiros apagando incêndio, trens circulando (o trem do parque percorre cerca de 5 mil km por ano, somando todas as voltas) e mais de 40 “easter eggs” escondidos pelo caminho, segundo o próprio parque.

Fonte: Mini Mundo

Dica prática: é 100% ao ar livre, com caminhos sinalizados e acessíveis para carrinho de bebê e cadeira de rodas, reserve pelo menos 1h30 se quiser realmente parar em cada cena e procurar os detalhes escondidos.

Custo: ingresso pago (consulte o site oficial para valores atualizados).

Localização: próximo ao centro de Gramado.

7. Se aquecer no Acquamotion

O Acquamotion é o parque aquático coberto e termal de Gramado, o primeiro desse tipo na América do Sul, segundo o próprio parque. A água vem do Aquífero Guarani através da “Nascente das Águas Mágicas” e se mantém em torno de 36°C em todas as 7 piscinas, distribuídas em 4 andares, com ambiente climatizado entre 30°C e 32°C mesmo nos dias mais frios da Serra.

A temática do parque segue cinco personagens que representam as estações do ano, Floris (primavera), Veron (verão), Ottoz (outono), Frido (inverno) e Ales, responsável pelo “Globo do Tempo”. Entre as piscinas estão a Tchêbum (com ondas, sob teto de vidro), a Obah (voltada a adultos, com jatos de hidromassagem) e a Acquatix (para crianças de até 5 anos). Também há o Acquashow, um espetáculo com efeitos de água.

Fonte: Acquamotion

Dica prática: funciona todos os dias, exceto às segundas-feiras na baixa temporada, das 10h às 18h (último acesso às 16h, piscinas fecham às 17h30). Leve toalha própria, os armários são pagos à parte.

Custo: ingresso a partir de aproximadamente R$ 199 na alta temporada (valores variam por época, confira o site oficial antes de ir).

Endereço: Estrada Municipal Linha Ávila, R. Linha Carazal, 501, Gramado/RS.

8. Pisar na neve (de verdade) no Snowland

Criado pelos irmãos Caliari, os mesmos por trás do Acquamotion, o Snowland foi pensado para levar a experiência de neve de verdade a quem nunca teve a chance de ver ou sentir neve. A área principal do parque fica a temperaturas negativas (até -5°C), com neve real produzida artificialmente, pista de esqui e snowboard (com escola própria para quem nunca praticou) e uma área de patinação no gelo.

Uma das atrações mais concorridas é o tubing: descer uma rampa gelada sentado em uma boia inflável gigante. Fora da área de neve, o parque tem um andar de brinquedos e jogos eletrônicos (Ice Games, pagos à parte em fichas) e uma praça de alimentação com vista para a montanha artificial.

Dica prática: o ingresso exige reserva de horário de chegada, então não dá para simplesmente aparecer. Programe-se para chegar bem no horário de abertura, segundo quem já visitou, dá para aproveitar praticamente todas as atrações até por volta das 15h se chegar cedo. Vá direto para a área de neve assim que entrar (antes de ficar com roupa “normal” suada de andar pelo resto do parque).

Fonte: Snowland

Custo: ingresso a partir de cerca de R$ 199 (compra antecipada), o valor varia bastante por época; confira o site oficial.

Horário: geralmente das 10h às 17h, com fechamento às quartas-feiras na baixa temporada (funciona todos os dias em julho, novembro, dezembro e primeira quinzena de janeiro).

Endereço: Rod. RS-235, 9009, Gramado/RS.

9. Reservar um tempo para a Big Land, em Canela

A maioria dos roteiros de Gramado inclui uma escapada até Canela, a 15 minutos de carro, e a Big Land costuma entrar nessa lista. O diferencial dela é a proposta: os brinquedos e jogos clássicos da infância aparecem em versão gigante, e a visita começa com uma “máquina de encolher” que dá o tom nostálgico do passeio inteiro. Como é 100% indoor, também serve de plano B pronto se o dia amanhecer chuvoso.

9 dicas do que não deixar de fazer em Gramado


Endereço: R. Ernesto Urbani, 7 – Centro, Canela/RS (dentro da Estação Campos de Canella).
Horário: segunda a sexta, 13h às 19h; sábados, domingos e feriados, 11h às 19h (entrada até as 18h).

Veja como incluir a Big Land no roteiro

Vale a pena separar 2 dias inteiros?

Sim, se o objetivo é fazer tudo dessa lista com calma. Um dia rende para o centro (itens 1 a 5) mais um parque temático (Mini Mundo, Acquamotion ou Snowland). O segundo dia fica livre para outro parque e a escapada até a Big Land, em Canela.

Perguntas frequentes

Dá para fazer tudo isso em um único dia?

Só o centro (Rua Coberta, Lago Negro, Rua Torta, Fonte do Amor Eterno, mirante) cabe em um dia. Incluir um parque temático já empurra o roteiro para 2 dias.

Algum desses passeios é ruim em dia de chuva?

Os passeios ao ar livre do centro (Rua Coberta, Lago Negro, mirante) perdem um pouco em dia fechado. Acquamotion e Big Land são as apostas mais seguras para esses dias, por serem cobertos.

Vale mais a pena comprar ingresso na hora ou antecipado?

Para Snowland, Acquamotion e Big Land, comprar pelo site oficial com antecedência evita fila na entrada, principalmente em alta temporada (julho e o período do Natal Luz).

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Fontes

Portal Gramado — Lago Negro
Rota Serra Gaúcha — Rua Torta
Portal Gramado — Fonte do Amor Eterno
Portal Gramado — Mini Mundo
Acquamotion — site oficial
Snowland — site oficial

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